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Swing... Um prazer compartilhado.
Imagine uma cama de quatro metros de comprimento por dois e meio de largura em que, ali em cima, não haja limite para praticamente nada, principalmente para o número de pessoas. Ninguém é quase de ninguém e o fogaréu sexual deixa em brasa homens e mulheres que buscam em outros casais um tempero extra para a vida sexual. Os swingers se multiplicam dia a dia e transformam o que a maioria chama de constrangimento em puro prazer, quebrando tabus e encarando o sexo como uma nova maneira de se viver intensamente.
O interesse pelo Swing no Brasil é tanto que, nos últimos dois anos foram abertas mais de 50 casas para casais liberais. (Algumas ainda de uma maneira um pouco clandestinas e amadoras). Mas existem casas com nível de primeiro mundo, muito boas mesmo! Nessas casas, além de toda a infra-estrutura necessária para as aventuras sexuais, os casais encontram pistas de dança, bares, áreas íntimas, piscinas e saunas. "Os ambientes que costumam ser mais disputados são: a sala coletiva e as salinhas dos voyeurs, em que há um sofá e paredes de treliça pra olhar e ser olhado".
O perfil dos pombinhos que freqüentam as casas de swing é bem variado. Muitos vão por mera curiosidade, mas a maioria é formada por casais que estão juntos há mais de cinco anos e já enfrentam as primeiras dificuldades da rotina afetiva e sexual. Para eles, o Swing foi um renovador para a vida sexual do casal. Muitos também, procuram a prática para fugir da traição. É uma maneira de contribuir para o relacionamento, fazendo outros experimentos juntos e sem magoar o parceiro.
"Swing também é unir o útil ao agradável"
Na relação entre os casais, no entanto, não há espaço para envolvimentos sentimentais. "Sexo com amor é uma coisa só do casal. Entre os casais, o que se tem é amizade, algo que garanta que o sexo não seja gratuito. Por isso, não há espaço para o ciúme doentio.
Os swingers porém, reconhecem as dificuldades de resistir aos impulsos humanos (ciúme) ao verem seus parceiros serem desejados e correspondendo tudo com olhares e insinuações. "Existe uma coisa na mentalidade social que as vezes dificulta que se desprendam totalmente de certos valores.
No começo principalmente, as vezes é muito complicado. Mas ter ciúmes no Swing é uma atitude egoísta porque é como desejar prazer somente para si. O ciúme pode até ser saudável, mas é absolutamente essencial que haja respeito, sempre.
É importante que se conheça o limite do parceiro" e lembrar sempre que o objetivo central do Swing é gerar prazer e não cobranças. É sentir prazer em dividir o corpo (tanto o seu como e seu companheiro), o sexo e as carícias íntimas. E não uma troca de afeto puro. Isso é só do casal e assim deve ser preservado.
O relacionamento entre os casais deve ser muito equilibrado. Antes de se render aos apelos do sexo liberal, o casal deve estar seguro, para que a escolha seja bem resolvida e aceita de comum acordo por ambos. É muito comum ver casais que chegam ao clube pela primeira vez para uma noite e acabam saindo um pouco grilados. Saber distinguir os papéis e objetivos é essencial. Ninguém deve ir a um encontro de casais procurando um amante.
As abordagens acontecem exatamente como em um bar normal, só que, em vez de procurar pessoas para romances, procuram-se casais para aventuras.
Eles agem em conjunto, não é uma coisa isolada. Até porque o interesse tem que ser mútuo dos quatro. E esse momento inicial é muitas vezes o mais excitante de tudo. Os casais adoram seduzir e serem seduzidos, isso os renova. Quando vão a um clube encontrar um casal, colocam as melhores roupas, se arrumam e se perfumam. Ficam pensando no que vão reparar, sobre o que gostam de conversar. Viver essas emoções é algo muito especial para as vidas dos casais swingers. Depois da fase de reconhecimento, os grupos seguem para outros ambientes como as saunas, piscinas e quartos escuros em que uma média de 20 a 30 casais fazem sexo simultaneamente. Muitos selam relacionamentos duradouros e passam a marcar encontros particulares e costumam fazer festas em casa, em suites de motéis e viagens. Isso é muito bom porque vão ficando todos cada vez mais íntimos e conhecendo as preferências uns dos outros.
Entretanto, sempre existe o alerta de que a prática do swing não pode se transformar em condição fundamental para a sobrevivência do relacionamento, e de que não deve se tornar uma espécie de casamento de quatro pessoas. A vida sexual do casal não deve se restringir ao Swing. As experiências com outros parceiros servem para dar prazer e incrementar as relações. Marido e esposa só se tem um. Cada casal deve ter a sua independência, sobretudo no que diz respeito à vida fora da cama.
O Swing serve para libertar e não aprisionar"
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